Enrique Brinkmann (1938) nasceu em Málaga, Espanha, no mesmo edifício onde, 57 anos antes, nascera Pablo Picasso. Artista autodidata, começou por estudar Engenharia Industrial em 1955, mas a sua paixão pela pintura, influenciada pelas obras de Dostoiévski, levou-o a abandonar os estudos e a dedicar-se à arte a tempo inteiro. O seu trabalho inicial foi moldado por um profundo envolvimento com a literatura e foi muitas vezes infundido com influências de artistas como Goya, Bacon e Janssen.
A sua carreira artística começou a sério em 1957, quando realizou a sua primeira exposição individual em Málaga e co-fundou o "Grupo Picasso" com outros artistas locais. A sua viagem levou-o a atravessar a Europa, passando pela Alemanha, onde se envolveu com o movimento Fluxus, e mais tarde a viver em Roma. Regressou a Espanha em 1966, onde se dedicou principalmente ao desenho, à pintura e à gravura. O seu trabalho evoluiu ao longo dos anos, passando do imaginário fantasmagórico para o informalismo abstrato na década de 1990, caracterizado pela sua experimentação com materiais como a madeira, a colagem e as tintas acrílicas terrosas.
O trabalho de Brinkmann tem sido amplamente apresentado em exposições por toda a Europa e não só, incluindo grandes eventos internacionais como a Bienal de São Paulo e a Bienal Internacional de Arte de Pequim. A sua arte faz parte de colecções importantes, incluindo a do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque. Recebeu também prémios de prestígio, como o Prémio de Pintura do Festival Internacional de Cagnes-sur-Mer em 1971 e o Prémio Nacional de Gravura em 1994. As suas exposições abrangem numerosos países, incluindo Espanha, Alemanha, Bélgica, Suíça e Itália, com uma participação constante em feiras de arte mundiais.



