Eduardo Naranjo (1944), nascido em Monesterio, Badajoz, é uma das figuras mais célebres do realismo mágico em Espanha, especialmente conhecido pelo seu estilo hiper-realista que mistura elementos oníricos e surrealistas. O seu percurso artístico começou cedo e, em 1962, realizou a sua primeira exposição individual no Ateneu de Sevilha. Começou por se dedicar ao expressionismo, mas passou para o hiper-realismo e o realismo mágico na década de 1970, concentrando-se na representação meticulosa da luz, da textura e da natureza surreal dos objectos do quotidiano.
A obra de Naranjo retrata frequentemente cenas misteriosas e introspectivas, utilizando pormenores ricos e precisos para evocar uma sensação de maravilha. É conhecido pela sua sensibilidade na abordagem de temas que envolvem sonhos, paisagens interiores e a passagem do tempo, o que lhe valeu um amplo reconhecimento em Espanha e no estrangeiro. Em 1979, a sua exposição na Galeria Biosca, em Madrid, marcou um ponto de viragem e foi nomeado "Melhor Artista Plástico do Ano" pela revista espanhola B y N.
Destaca-se também o seu trabalho de gravura, nomeadamente a sua contribuição para a edição artística da Constituição Espanhola de 1978. Também realizou obras como El Génesis (1983-85) e uma série de gravuras para Poet in New York de Federico García Lorca, demonstrando a sua constante dedicação à gravura, a par da pintura. Além disso, o seu trabalho foi apresentado na exposição Madrid Pintoresco na Galería Leandro Navarro em Madrid, Espanha, de 14 de novembro de 2017 a 15 de janeiro de 2018, destacando ainda mais a sua influência e proeminência no mundo da arte.









