José Manuel Broto Gimeno (1949), nascido em Saragoça, Espanha, é um artista contemporâneo muito influente, conhecido pelo seu trabalho pioneiro na arte abstrata. Iniciou os seus estudos formais na Escuela de Artes y Oficios de Zaragoza, onde as suas ambições artísticas se enraizaram. Em 1972, mudou-se para Barcelona, onde foi cofundador do Grupo Trama, um coletivo de artistas com raízes no marxismo e na psicanálise. O grupo inspirou-se no movimento francês Suport Surface e aprofundou teoricamente o trabalho de Broto, levando-o a articular e defender a sua visão artística de forma mais assertiva.
O trabalho do artista incorpora uma abordagem vibrante e intelectual à abstração, com a cor como elemento central para provocar respostas emocionais. A sua técnica inclui pinceladas largas e irregulares e, ocasionalmente, efeitos de gotejamento, que acrescentam camadas de espontaneidade e experimentação. As formas geométricas aparecem frequentemente nas suas composições, misturando-se com pinceladas expressivas para criar uma sensação dinâmica de movimento e emoção. Profundamente influenciado pela música, Broto procura evocar no seu público as mesmas reacções viscerais que a música pode inspirar, utilizando o ritmo e a melodia como ferramentas conceptuais nas suas pinturas.
Broto expôs nos principais centros culturais de todo o mundo, incluindo Nova Iorque, Tóquio, Amesterdão e Helsínquia, estabelecendo a sua presença muito para além de Espanha. Aclamado pela crítica e reconhecido pelas principais instituições e publicações, a sua carreira, particularmente através do Grupo Trama, teve um impacto significativo na cena artística de vanguarda, promovendo o rigor intelectual na pintura espanhola contemporânea. Entre as suas notáveis exposições individuais, destacam-se a retrospetiva de Broto no Museo Reina Sofía (Madrid, 1996) e a exposição itinerante Broto. Rever, organizada pela Direção Geral das Relações Culturais e Científicas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha (Chile, México e Montevideu, 2004).
Participou também em prestigiadas exposições colectivas, incluindo exposições no Museu Reina Sofía e no Museu d'Art Contemporani de Barcelona (MACBA). As suas obras foram incluídas em grandes bienais, como a Bienal Internacional de Veneza e a Bienal de Istambul. A influência de Broto valeu-lhe vários prémios, incluindo o Gran Premio del Salon de Montrouge (França, 1988), o Premio Nacional de Artes Plásticas (1995) e o Premio ARCO da Asociación de Críticos (1997). A sua obra continua a repercutir-se no panorama artístico mundial, reforçando o seu papel como figura proeminente da arte contemporânea.


