José Palmeiro (1901-1984) nasceu em Madrid. Criado num ambiente boémio, trabalhou ainda jovem como desenhador no jornal El Sol, onde as suas ilustrações chamaram a atenção. Mais tarde, em 1925, mudou-se para Paris, mergulhando na vibrante cena artística da cidade, onde estabeleceu contactos com artistas espanhóis como Ginés Parra e Óscar Domínguez, e conheceu figuras influentes como Picasso. Palmeiro tem raízes profundas nas tradições espanholas e francesas e desenvolveu um estilo único influenciado pelo pós-cubismo e pelo impressionismo francês, concentrando-se principalmente em naturezas mortas, paisagens e trabalhos figurativos.
O seu percurso artístico teve início na década de 1930, quando realizou a sua primeira exposição individual em França, tornando-se rapidamente uma figura proeminente na cena artística parisiense. O seu trabalho inicial foi profundamente influenciado pela vanguarda espanhola e esteve envolvido no círculo de artistas espanhóis conhecido como a École de Paris. O seu estilo artístico evoluiu, passando de representações vibrantes de jovens mulheres espanholas para uma abordagem mais moderada, pós-impressionista e pós-cubista, centrada na natureza, paisagens e naturezas mortas. Passou sete anos nos Estados Unidos e mais tarde estabeleceu-se na América do Sul, onde viveu durante uma década antes de regressar a França e depois a Espanha. A obra de Palmeiro demonstra uma profunda sensibilidade à cor e à luz, captando paisagens oníricas e composições de naturezas mortas com uma profundidade emocional que ressoa além-fronteiras.
O trabalho de Palmeiro tem sido apresentado em numerosas exposições de prestígio, tanto na Europa como a nível internacional, destacando-se as exposições individuais na Galerie de l'Élysée em Paris e no Museu de Arte Moderna em São Paulo. As suas obras fizeram parte de grandes exposições na École de Paris e foram representadas em vários museus, incluindo o Musée d'Art Moderne em Paris, o Musée de La Plata em Buenos Aires e o Musée des Beaux-Arts em Bordéus. As suas peças encontram-se também em importantes colecções públicas, como o Musée National d'Art Moderne, em Paris, e a Kelvingrove Art Gallery and Museum, em Glasgow. Palmeiro foi reconhecido pelo seu uso evocativo da cor e pela sensibilidade poética nas suas paisagens e naturezas mortas, frequentemente descritas como poderosas, cheias de luz e profundamente emotivas. O seu legado perdura através da sua influência no modernismo espanhol e das suas contribuições para a cena artística internacional.

