Manolo Valdés

Manolo Valdés (n. 1942) é um dos artistas contemporâneos espanhóis mais reconhecidos internacionalmente. Nascido em Valência e formado na Escuela de Bellas Artes de San Carlos, ganhou proeminência como cofundador do influente coletivo Equipo Crónica, cujas obras, inspiradas na Pop Art, faziam uma crítica incisiva da história e da política espanholas. Após a dissolução do grupo em 1981, Valdés desenvolveu uma prática altamente pessoal que definiu a sua carreira internacional.

Trabalhando em pintura, escultura, desenho e gravura, Valdés é conhecido pela sua reinterpretação de imagens históricas da arte canónica, particularmente as de Velázquez, Goya e Zurbarán. Ao isolar e reconfigurar motivos icónicos, transforma referências clássicas através de materiais e escalas contemporâneos, produzindo obras que unem tradição e modernidade. As suas esculturas monumentais, especialmente as suas interpretações recorrentes da Infanta de Velázquez, tornaram-se emblemáticas da sua prática.

Valdés expôs amplamente nos principais museus e espaços públicos do mundo, incluindo o Museu Guggenheim de Bilbau e o Museu Reina Sofía, e representou a Espanha na Bienal de Veneza em 1999. O seu trabalho faz parte das principais colecções internacionais, como o MoMA, o Metropolitan Museum of Art, o Centre Pompidou e o Museo Reina Sofía. Vive e trabalha entre Nova Iorque e Madrid.