Roberto Domingo (1883–1956) foi um pintor excecional cujo trabalho constitui uma das mais vibrantes crónicas visuais da Espanha na primeira metade do século XX. Nascido em Paris e formado sob a tutela do seu pai, o aclamado Francisco Domingo Marqués, absorveu a sofisticação dos círculos artísticos franceses antes de se mudar para Madrid em 1906.
A sua carreira foi marcada por um sucesso cosmopolita precoce, expondo com grande aclamação em Londres, Munique e Roma, e recebendo elogios de figuras tão proeminentes como John Singer Sargent. Embora tenha cultivado temas militares e a arte de cartazes, foi na tauromaquia que atingiu a sua máxima expressão, afastando-se da preciosidade estática para procurar a verdade do movimento.
Agraciado com a Ordem de Carlos III, Domingo é hoje recordado pela sua capacidade ímpar de “improvisar” no papel, captando a energia do momento com uma mestria técnica que funde o desenho académico com a liberdade impressionista.

