Víctor Mira (1949-2003), nascido em Saragoça, Espanha, foi um artista autodidata. A sua paixão precoce pela arte levou-o a realizar a sua primeira exposição de escultura com apenas 18 anos, em Saragoça. Durante a década de 1970, viajou muito por Espanha e pelo estrangeiro, visitando a Alemanha e os Estados Unidos a convite do Meadows Museum de Dallas. Paralelamente às suas obras visuais, Mira publicou várias obras literárias, como Estética de Aragón quebrado (1978) e Madre Zaragoza (1985).
Mira explorou uma vasta gama de meios, incluindo a pintura, o desenho, a escultura, a cerâmica e as artes gráficas, ao mesmo tempo que se dedicava à literatura e à poesia. O seu trabalho mistura técnicas informalistas com tradições figurativas, abordando temas como o existencialismo, a solidão e o imaginário cristão. A sua série Stylites, inspirada na lenda de São Simeão, é um exemplo notável da sua capacidade de representar o isolamento e a imobilidade. A música também influenciou profundamente o seu trabalho; peças como Bachkantaten reflectem o seu fascínio por Johann Sebastian Bach, empregando paletas de cores minimalistas de azul e preto e o motivo recorrente da cruz grega.
Expôs amplamente na Europa e nos Estados Unidos, com as suas obras a fazerem parte de colecções de renome, incluindo o MoMA (Nova Iorque), o Albertina Museum (Viena), o Kunstmuseum (Basileia) e o MNCARS Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madrid). Em 2003, foi reconhecido como o Melhor Artista Espanhol a Viver na ARCO.


