Francisco Pradilla (1848–1921) foi um titã da arte espanhola do século XIX, tendo ocupado os prestigiados cargos de Diretor da Academia Espanhola em Roma e Diretor do Museu do Prado. Embora mais conhecido internacionalmente pelas suas colossais pinturas de história. Pradilla também cultivou um estilo brilhante e íntimo focado no “costumbrismo” e em paisagens, influenciado pelo grande Mariano Fortuny. Nestas obras menores, abandonou a rigidez académica por uma técnica fluida e expressiva, priorizando a “frescura da representação” e a captura da luz atmosférica.
A carreira de Pradilla foi assinalada pelas mais altas honrarias, incluindo Medalhas de Honra na Exposição Nacional de Belas Artes (1878) e na Exposição Universal de Paris de 1878, bem como um primeiro prémio em Munique (1893). A sua obra está representada nas mais importantes coleções de Espanha. As suas obras-primas históricas e paisagens destacam-se no Museu do Prado, que realizou recentemente a exposição Francisco Pradilla: Esplendor e Declínio da Pintura de História. Adicionalmente, as suas obras de género, como Lavadeiras galegas, estão em exibição no Museu Carmen Thyssen Málaga. Mais recentemente, o Museu de História de Madrid organizou uma grande retrospetiva de centenário com 75 das suas obras, solidificando o seu legado como um dos grandes mestres do seu século.

