Carles Madirolas (1934-2007) foi um artista espanhol nascido em Barcelona. Foi pintor, gravador, ceramista e criador de vitrais e esmaltes. Conhecido pela sua versatilidade, Madirolas trabalhou em vários meios, incluindo a pintura mural, a têmpera de ovo, a pintura a óleo, a cerâmica e a gravura. As suas obras reflectem frequentemente uma profunda admiração pelos Velhos Mestres do Renascimento italiano, particularmente nas suas delicadas representações de mulheres, beleza etérea e temas espirituais.
Madirolas teve uma carreira artística distinta, na qual experimentou diferentes técnicas e expressões artísticas. Tornou-se amplamente conhecido pelas suas pinturas murais e de cavalete, que incluíam métodos tradicionais e modernos. O seu trabalho girava frequentemente em torno de temas como a trindade e a unidade, tendo desenvolvido um processo de pensamento criativo único baseado no número três, que considerava essencial tanto na sua arte como no universo. Madirolas acreditava que as suas obras deviam expressar harmonia através de três formas básicas: humana, vegetal e animal, simbolizando a essência da vida. A sua abordagem artística foi também profundamente influenciada por uma ligação entre a matemática, a música e a pintura, impregnando as suas obras de uma qualidade rítmica.
Ao longo da sua carreira, Madirolas recebeu um reconhecimento significativo. Em 1951, foi-lhe atribuído o prestigioso Prémio Nacional pela sua obra Amantes. A sua exposição individual mais notável teve lugar em 2002 no Museu Diocesano de Barcelona, onde foi apresentada uma antologia das suas obras, oferecendo uma retrospetiva da sua pintura, desenho, gravura e esmaltagem. Para além das exposições, Madirolas participou em projectos de arte pública, como o mural de cerâmica da antiga sede da Aigües de Barcelona e os 42 painéis que representam a criação do mundo no edifício Chasyr de Barcelona. As suas obras também apareceram em leilões, tendo sido vendidas várias peças notáveis. Apesar das suas realizações, Madirolas preferiu manter-se afastado das luzes da ribalta, optando frequentemente por trabalhar em silêncio no seu atelier.

