Luis Feito López

Luis Feito López (1929-2021) nasceu em Madrid e formou-se na Escola de Belas Artes de San Fernando, onde mais tarde foi professor. Em 1956, mudou-se para Paris, onde permaneceu durante quase vinte e cinco anos e estabeleceu laços estreitos com a vanguarda espanhola e internacional.

Feito é conhecido pela sua transição da pintura figurativa para a abstração lírica. No final da década de 1950, desenvolveu uma linguagem abstrata distinta, marcada por cores expressivas, superfícies refinadas e texturas em camadas que incorporam materiais como a areia. Durante a década de 1960, as suas composições tornaram-se cada vez mais simplificadas, frequentemente organizadas em torno de formas circulares influenciadas pela estética japonesa. Como membro fundador do grupo de El Paso, Feito procurou reintroduzir a profundidade espiritual e expressiva na arte espanhola no rescaldo da Guerra Civil.

Expôs amplamente nos principais fóruns internacionais, incluindo a Bienal de Veneza, a Bienal de São Paulo e a Documenta Kassel, e foi objeto de importantes retrospectivas em Paris, Hamburgo e no Museo Reina Sofía em Madrid. As suas obras fazem parte de importantes colecções de museus em todo o mundo, incluindo o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, e o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía.